Encontros e despedidas
Já amei muitos.
Alguns chegaram devagar, outros como tempestade. Alguns despertaram sorrisos sinceros, outros deixaram silêncios difíceis de explicar. Cada pessoa que passou pela minha vida trouxe algo: momentos, aprendizados, marcas, memórias.
Mas nem todos permaneceram no meu coração.
E isso não significa que não foram importantes. Significa apenas que o tempo ensina a alma a selecionar aquilo que merece permanecer dentro dela.
Existem pessoas que passam por nós como estações. Chegam, mudam alguma coisa, bagunçam sentimentos, despertam emoções e depois partem. Algumas deixam saudade. Outras deixam alívio. Há também aquelas que, mesmo tendo sido muito amadas, se tornam apenas lembranças distantes.
Porque o coração amadurece.
Ele aprende que nem toda conexão foi feita para durar. Nem todo amor nasceu para permanecer. Algumas histórias existem apenas para ensinar, preparar ou mostrar aquilo que nunca mais aceitaremos viver novamente.
Hoje entendo que permanecer no coração é privilégio de poucos.
Permanece quem trouxe paz.
Quem ficou nos dias difíceis.
Quem foi verdade mesmo quando poderia ter sido apenas passagem.
Quem marcou não pela dor, mas pela presença sincera.
Já amei muitos, sim.
Mas poucos conseguiram tocar minha alma de um jeito que o tempo não apagasse.
E talvez seja assim mesmo a vida: um encontro constante entre pessoas que chegam, pessoas que vão… e raras pessoas que permanecem dentro de nós para sempre.
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